domingo, novembro 26, 2006

Pois é...

E se a produção bloguística esteve em estado de latência, a escrita contínua e apaixonada materializou-se agora neste livro que se diz escrito por mim.
Um romance.
Duas mulheres.
Duas formas de amar.
Um joalheiro e um nadador. O universo da joalharia, da opulência, do luxo, da vanidade e a possibilidade de nos tornarmo-nos voyeurs no interior de uma casa de fotografia. E acima de tudo, o que aqui se diz, que não se diz... aos homens.


terça-feira, junho 06, 2006

Conjugar o iiiiiiiiiiiiiiiiinconciliável




Eu não fumarei em nenhum lugar público
Tu não fumarás em nenhum lugar público
Ela/Ele não fumará em nenhum lugar público
Nós não fumaremos em nenhum lugar público
Vós não fumareis em lugar público
Elas/Eles não fumarão em lugar público
Nem nos lugares reservados a fumadores, que serão extintos.


Digamos que sou contra o tabaco, mas não como o governo, contra os fumadores.

segunda-feira, abril 03, 2006

«O português não é conflituoso, é desordeiro. O conflito está na mente; a desordem está no coração»


Desculpem esta minha total imparcialidade bloguista e este desvio publicitário a que não me consigo escusar porque estou em sintonia para partilhar uma paixão. E porque as paixões não devem ser entendidas como publicidade, aqui fica o alerta para um livro que não deve ser mantido em segredo. Cusquem e vejam lá se a vossa perspectiva sofre interessantes alterações face àquele que é também o nosso passado.

Nota: o título deste post não me pertence. Não me importava! Tem a assinatura da Agustina Bessa Luís.... neste livro em que conta, reconta ou simplesmente reinventa algumas histórias da história de Portugal.

domingo, dezembro 25, 2005

Estamos quase no... onde?

Desenho: Norman Rockwel

Um Feliz Natal hiperbolicamente, descomunalmente, desmedidamente, herculeamente FELIZ, mas com contenção sacarídea e alcoolídica. Se vos parecer que inventei alguma palavra, é totalmente falso, as duas últimas constituem uma mera rampa de lançamento para sairmos
do atavismo linguístico decretado por nós mesmos, e o meu contributo para a não estagnação da evolução da língua. Isto está a converter-se numa estranha mensagem natalícia, mas penso que o Papa Bento, esqueci-me o número, não faria melhor. Deixo-vos o meu trabalho photoshopiano para vos desejar tudo de bom neste período e no próximo ano.

sábado, novembro 26, 2005

Pedantocracia

Mera deambulação "dicionária".
Pedantocracia: predomínio ou influência dos pedantes ou dos medíocres ambiciosos.
Depois de tão pleno conceito até me esqueci da palavra que andava à procura no dicionário. Só sei que começava por P.

sexta-feira, outubro 21, 2005

A Gripe dos Flicks

Fui tomada pela gripe dos flicks e fiquei tão flickada que tenho tido sérias dificuldades em concentrar-me na escrita do percevesgo vesgo, o blog. As primeiras repercussões da gripe dos Flicks são notórias ao ponto das pessoas que alimentam blogs, os abandonarem como os donos de animais de partida para férias.

Os primeiros sintomas desta grave gripe com sério potencial pandémico revela-se pela abstinência na escrita e por um intumescimento sensorial que nos transforma em puros iconoclastas sem apetite para outro alimento, que não, o das imagens. Eu não conhecia este vírus, não sei quantas pessoas já estarão infectadas em Portugal, mas já pertenço ao grupo dos casos diagnosticados e sem possibilidades de recuperação. Pelo que, peço desculpa pela minha gripe, mas espero contagiar-vos a todos com ela! Sem medidas preventivas, vacinas, máscaras ou dietas sem aves, entrem sem medo neste território de fotógrafos amadores e profissionais, onde qualquer um pode colocar as suas fotos, coleccionar as dos outros para além da múltipla infinidade de interacções que nos fazem perder nesta galeria de milhares de imagens fixas. Esta é a minha última doença. Para inocularem o veneno, clikem no título do post: A Gripe dos Flicks e vão ver que os vossos anti-corpos nem reagem.

quarta-feira, outubro 05, 2005

O Fissurómetro


Fissurómetro, pois sim! Alguém sabe o que é um Fissurómetro? E Ranhurómetro? Fendómetro? E porque não Rachurómetro?

Parece nome com origem na imaginação traquina de alguém apostado em convencer alguém, da existência de um objecto inexistente. Mas apesar da criatividade baptismal do inventor, o fissurómetro tem existência concreta: mede fendas, fissuras e mais não perguntem que temi averiguar.

Ao fissurómetro encontrei-o em preciosíssimo local mantido secreto durante séculos: no Criptopórtico Romano da Baixa de Lisboa. A entrada, ou melhor, o alçapão que lhe dá acesso é levantado apenas durante três dias por ano. No meio do alcatrão no centro da Rua da Conceição 30 pessoas desaparecem de 15 em 15 minutos para descerem ao interior húmido e quente destas ocultas galerias romanas, ombros de uma pequenina parte da cidade de Lisboa. Para que se possa entrar, bombeia-se sacrilegamente para a estrada, água que já foi santa. Se assim não fosse, alguns de nós ficariam submersos e a outros escapariam as cabeças, ombros e peito, dependendo da estatura com que a natureza beneficiou cada um. Para ser mais concreta e deixar-me de poesia «desinformativa» a água atingiria um metro e meio de altura dentro das catacumbas. O mais curioso é que, após descobertas estas galerias romanas, «graças» ao terramoto de 1755, alguns habitantes da Lisboa já no século XIX, lembraram-se de dar um uso mais pragmático a este património, abrindo uns buracos no criptopórtico para se abastecerem com a água, que sendo santa, haveria de perdoar. Mas apesar da existência dos fissurómetros, ainda não se concebeu até hoje, equipamento capaz de medir a santidade das águas, no entanto, a sacratíssima ciência por intermédio de apuradíssimas análises, obteve resultados que levam a crer na total ausência das propriedades curativas deste líquido, neste local. Apesar deste facto, a água continua a ser preciosa para a preservação da estrutura do criptopórtico, evitando-lhe contrair determinadas maleitas.

Mas voltando ao fissurómetro, que faz tão estranho objecto em tão recôndito local? Uma comprida fenda atravessa uma parte do criptopórtico. Com alguns metros quadrados da cidade a assentar em cima desta estrutura, e com o trânsito, incluindo os eléctricos a passarem diariamente sob o criptopórtico, é bom que não se abra repentinamente algum buraco no chão que engula alguns de nós, para além da perda do próprio património histórico. É para isto que existem os fissurómetros! Porque há fendas em constante avaliação, não sujeitas a orais nem testes americanos, mas levam uma vida de fenda sob exame contínuo. Se a fenda passar por bom comportamento, podemos ficar todos descansados. Se a fenda rachar, leva nota negativa por mau comportamento e fica o criptopórtico e o que está acima dele em maus lençóis. E por falar em mau comportamento, não deveria eu dedicar-me antes a publicar uns posts sobre as autárquicas? Não me parece, prefiro a solidez do criptopórtico e a fiabilidade do fissurómetro! E já agora, um sorriso de um polícia simpático, à saída das catacumbas romanas.